
A cabeleireira Sandra Cristina da Silva, de Mogi das Cruzes, tem uma dívida de um cartão de crédito. Segundo ela conta, a dívida foi transferida para uma financeira cobrá-la. “Eu tenho uma dívida de cartão de crédito no valor de R$ 1.942 e essa dívida foi transferida para uma financeira. Essa financeira entrou em contato comigo e fizemos um acordo. Já paguei três parcelas desse acordo, sendo que no quarto pagamento eles pararam de mandar o boleto para mim”, explica.
Segundo ela, o quarto boleto não chegou e somente após quatro meses, a empresa ligou novamente para fazer um novo acordo. “Já se passaram quatro meses e não mandaram o boleto, não me ligaram e mais nada. E aí retornaram depois desses quatro meses para mim fazer um outro acordo, sendo que a dívida já estava maior”, explica. “Eu já paguei R$ 600, e eles não querem abater”.
De acordo com o especialista em consumo Dori Boucault, a negociação e o valor pago antes tem sim validade. “Se ela fez uma negociação com alguém de direito, alguém que é responsável, indicado pela empresa, essa negociação tem validade”, explica. “Tem uma claúsula do Código de Defesa do Consumidor que fala da questão da abusividade. Você não pode desprezar o que já foi pago, você tem que computar aquilo e abater da dívida principal”, explica. “Se ela já pagou, tem que abater do principal”.
O especialista aponta também que os consumidores devem ficar atentos com as empresas que ligam para negociar dívidas. “Agora tem uma outra situação se uma nova empresa quer renegociar? Tem que ver se essa empresa é autorizada a fazer isso”, avisa.
Dori explica que os consumidores devem ficar atentos às empresas que entrarem em contato para fazer a negociação. “A empresa tem que existir, tem que ser alguma coisa palpável, com loja física, telefone. Fico preocupado porque existem postes, muros e cartazes com empresas que dizem que negociamos a sua dívida, abatemos seu crédito. Isso às vezes é golpe, e aí tem que procurar ro Procon e um advogado”, aponta. “Por isso, quem tem alguma dívida com o cartão deve ficar atento na hora de renegociar. Só negocie com a administradora do cartão e se possível no seu banco, na loja física”, finaliza.
Por: G1