Ficar atrapalhado com as contas é algo que pode acontecer com todo mundo. Afinal, as lojas oferecem tantas formas de pagamento que muita gente perde o controle do quanto consegue gastar.
Mas, se você está lendo esse texto, significa que não vai deixar a dívida prescrever, pois procura uma negociação.
Negociar pode ser bom para os dois lados: você sai do vermelho e limpa seu nome, e a operadora do cartão tem mais chances de receber o que precisa.
Os 6 passos para resolver a sua dívida
1. Coloque as contas no papel. Só assim você saberá qual o valor da sua dívida, quanto paga de juros e qual a parcela que realmente cabe no seu orçamento mensal.
2. Ligue para a central do cartão. Sabendo qual valor pode pagar por mês, você tem mais segurança para negociar a sua dívida. Não precisa justificar o porquê de estar devendo – o simples interesse em quitar já é um ponto a seu favor.
3. Pergunte qual o CET (Custo Efetivo Total) da dívida. Ele mostra o valor total que você terá que pagar, com juros, taxas e impostos que serão cobrados. O fornecimento dessa informação é obrigatório.
4. Negocie o valor total da dívida em prestações fixas. Prefira uma parcela que não aumenta com o tempo. Não adianta continuar pagando só o mínimo do cartão, pois você praticamente quita os juros da administradora e seu débito não vai diminuir.
5. Se a nova proposta não for aquilo que você espera, não aceite de primeira. Essa é a vantagem de poder negociar: tentar achar uma solução que seja boa para ambas as partes. Afinal, se o novo valor não cabe no seu bolso, você vai se complicar outra vez.
6. Se for vantajoso, troque a dívida cara por outra menor. Quando o desconto no pagamento à vista é grande, você pode considerar fazer um empréstimo com juros menores para quitá-la.
E se mesmo assim eu não conseguir quitar o que devo?
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Os 5 passos para limpar o nome
O que acontece se meu nome está sujo?
Então é hora de procurar ajuda de associações especializadas, como o Andif (Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro) e o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor). Eles vão orientá-lo sobre mais formas de negociação.
Você também pode pedir apoio jurídico à defensoria pública do seu estado. O importante é não perder o foco, ou seja: pagar sua dívida!
Fonte: escrito por Melissa da Konkero